Em uma das últimas atividades que realizamos durante o período de Formação com os/as jovens do PJU conhecemos um cara com muita personalidade, dedicação, sincero e articulador cultural na região sul da cidade, bem no extremo mesmo, mais especificamente no Capão Redondo, ele mesmo o nosso mano desde o dia 14 de Julho de 2010, SÉRGIO VAZ.
POETA SÉRGIO VAZ.
É lá, no bar do Zé do Batidão que acontece, todas as quarta-feiras uma grande festa da periferia, pra periferia e na periferia.
Este encontro aconteceu na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros. Contamos novamente com a parceria mais do que forte do Poiesis.
Abaixo segue algumas fotos de encontro Fantástico.
JOVENS ATENTOS NA RODA DE CONVERSA.
"GENTE BONITA, GENTE INTELIGENTE." JOVENS DECLAMANDO SUAS POESIAS.
MUITA POESIA E CONVERSA BOA.
Vander Clementino Guedes. Educador do Programa Jovens Urbanos - Turma da Tarde. Organização Social Plugados na Educação.
Olá a todos e a todas, no último dia 13 de Julho de 2010 aconteceu na ONG Plugados na Educação uma atividade em parceria com a galera doPombas Urbanas. Foi uma tarde muito bacana, o coletivo do Pombas Urbanas realizaram duas apresentações de teatro referente ao "Mundo do Trabalho" e sobre as "Situações do dia-a-dia" de quem mora nas periferias.
Contamos com a presença dos/as jovens das três organizações executoras do PJU: Casa dos Meninos, AVI e do IPJ. Abaixo, segue algumas fotos de dia muito gosto, cheio de alegria e de bastante bate-papo entre os/as jovens e também com o Coletivo.
ARRUMANDO AS COISAS PRA GRANDE FESTA.
ÚLTIMOS PREPARATIVOS.
VAMOS SE EMBORA...
COLETIVO POMBAS URBANAS.
ATÉ DOR DE DENTE TEVE NA PEÇA DE TEATRO.
Vander Clementino Guedes. Educador do Programa Jovens Urbanos - Turma da Tarde. Onganização Social Plugados na Educação.
Olá galera, o texto que segue-se abaixo foi produzido coletivamente pelos/as jovens após a exploração que realizamos ao Museu Lasar Segall, juntamente com a galera do POIESIS.
Como a exploração foi marcante para o grupo, aqui está um produto feito e pensado pelos próprios/as jovens. Espero que vocês curtam.
Plugados na Cidade.
22/06/2010 – 16:05hs.
Todos saíram às 13h30, fomos de ônibus fretado e chegamosàs 15h00. Fizemos algumas atividades, desenhos e foi muito loko.
Bom, primeiramente eu não fui para a exploração. Mas pelo que eu ouvi dos outros jovens que foram, foi ótimo ter ido ao Museu, porque teve um entretenimento entre o grupo.
Ouvi falar que as atividades foram bacana relacionadas ao bairro. O grupo participou e elaborou um ótimo trabalho. Gostei muito de ver e saber sobre as atividades feitas no Museu Lasar Segall.
Foi ótimo para quebrar o gelo e sair da rotina, pois todos vemos Museus como lugares silenciosos e sem animação, mas dessa vez foi diferente, nos divertimos muito lá!
Na verdade o que mais me chamou a atenção foi na parte que eu e o grupo tivemos que apresentar os quadros, pois foi diferente, sei lá, parecia que a gente tinha uma responsabilidade do que estavamos explicando pra galera. Então, pra mim foi um gosto bom.
Acredito que pela primeira vez o grupo todo curtiu a exploração, todos cooperaram, foi uma puta de uma experiência.
Foi uma ótima experiência, pois saimos da rotina e voltamos um pouco no tempo, pois retratamos obras que nos levaram ao passado e vimos o sofrimento de algumas famílias Judias.
Acredito que todos gostaram da exploração no Museu, pois foi diferente e legal refletir sobre seu bairro e suas características, e também passear pela cidade, e da exploração no Museu Lasar Segall.
Foi ótimo, me senti muito à vontade, pois as educadoras foram muito atenciosas e prestativas conosco. A atividade que mais gostei foi fazer a analise dos quadros, e pensar no que esta atividade me mostrou sobre o Lasar Segall.
Foi muito loko ir para essa exploração. Foi muito legal as obras do Lasar Segall, além de estimular a vivência, reflexão e experimentação no campo da arte.
No Lasar Segall foi uma única experiência, pois aprendemos várias coisas sobre os quadros e poemas de Lasar Segall. Quem não foi perdeu!
Amei, por ter falado sobre o meu bairro!
Pela primeira vez gostei de uma exploração no museu Lasar Segall.
Foi muito legal, pois a gente foi de ônibus e as pessoas que estavam lá também são legais, e aprendemos à se comportar em grupos em outro lugar.
A exploração que fizemos ao Museu Lasar Segall fez muito bem para o grupo dos/as Jovens Urbanos...Foi muito intenso aquela tarde, pois fizemos dela o “nosso dia”, o “nosso encontro”. O que mais me chamou a atenção foi poder conhecer a vida do pintor escultor Lasar Segall e ter relacionado algumas de suas obras com a nossa realidade, com o que vivemos diariamente. “O mundo é diferente da ponte pra cá...”
E é isso que pude perceber neste dia, pois, “A realidade incomoda porque ela é nua e crua”. E podemos fazer a a diferença, pois se: “A cidade não páda, a cidade só cresce...”E quem faz ela crescer e evoluir somos todos/as nós, então é mais do que nosso dever fazer daquilo que gostamos se tornar prazeroso para outras pessoas.
DANIEL, DANILO, BIANCA, MAURÍCIO, KLEBER, CARLOS HENRIQUE, NOEMI, MELQUESEDEQUE, WARLEY, WESLEY, DIEGO, DANILO MOURA, LUANA E CHE (EDUCADOR VANDER).
Olá galera, estamos chegando ao final das nossas atividades e não podíamos deixar de fora o Programa: Manos e Minas pra participar da platéia e ver como é a gravação de um programa de TV.Realizamos esta atividade com as duas turmas dos Jovens Urbanos, juntamente com alguns jovens de outros projetos que tivemos na ONG Plugados na Educação.
Conseguimos agendar pro dia 05 de Julho a nossa participação da gravação do Programa. A única coisa que não imaginávamos que iria acontecer foi o atrasado pra participarmos da gravação do programa. Estava marcado pra começar as 16:00hs, e infelizmente teve um atraso de 2 horas e meia, sendo assim entramos no estúdio às 18:45 hs. Mesmo assim foi bacana, mas não como esperávamos.
A galera participou, curtiu e foi um momento muito legal pra galera. Abaixo segue apenas algumas fotos deste dia, pra verem mais acessem o nossoPicasa Web.
NO CORREDOR DA ESPERANÇA, KKKKK.
É NÓIS FAZENDO GRAÇA, PRA PASSAR MAISRÁPIDO A HORA.
ACIMA: MONICA E CARLA.E ABAIXO: RAIMUNDO E VANDER.
AGORA, VAMO QUE VAMO.........
POSE PROS FLESHES, KKKKKKKK.
DO LADO ESQUERDO DA PLATÉIA, AEEEEEE.
VISÃO QUASE GERAL DA PALCO.
APRESENTADOR: MAX B.O.
E foi assim a nossa exploração e participação do programa Manos e Minas.
Vander Clementino Guedes. Educador da Turma da Tarde.
"Com certeza, esta foi uma das explorações mais da hora que fizemos".Kleber.
Pois é galera, com certeza mesmo esta exploração foi muito importante e marcante pro grupo. No mês de Junho fomos explorar o Museu do pintor LasarSegall, na zona sul de São Paulo. Fomos recebidos pelas meninas do Museu e também pelo Raphael do POIESIS. Pra deixar registrado, fomos bem recebidos por todos/as no espaço.
Agora vamos aos fatos.
No início da exploração, alguns jovens ficaram pensando: "O que estou fazendo aqui?"e, logo em seguida veio a resposta: "Conhecer o diferente". E foi exatamente o que fizemos naquela tarde. No começo fizemos uma apresentação bem bacana onde todos/as puderam se conhecer e depois fomos apresentados ao espaço com a orientação e acompanhamento das educadoras do Museu com a proposta de realizar atividades dentro do Museu. Foi muito bacana e intenso. Em seguida conhecemos o Ateliê do Museu onde ocorrem oficinas de arte, xilogravura e outras coisas. Realizamos no espaço uma atividade com a Diana; que também trabalha no POIESIS, onde relatamos através de poesias e pintura o espaço em que vivemos: Periferia, e como relacionamos com o CENTRO.
Abaixo segue algumas fotos deste grande e intenso encontro.
JOVENS URBANOS SE APRESENTANDO.
MAIS UMA FOTO DA NOSSA APRESENTAÇÃO.
"CHEGOU A NOSSA VEZ, DE CRIAR E REPRESENTARA NOSSA QUEBRADA".
EM AÇÃO.
PENSAR E REFLETIR.
OBRA DA Mª RUTI. ESSA EU CURTI, E MUITO.
EIS A NOSSA AVALIAÇÃO DA TARDE.
MUITAS PALMAS, PRA NÓS MESMO/AS.
Gostaria de agradecer a todo o apoio, recepção, respeito e acompanhamento que tivemos nesta exploração Ela foi, realmente uma das melhores explorações que já realizamos. Estão de Parabéns, meu muito obrigado. Logo mais nos veremos novamente!
VanderClementino Guedes. Educador da Turma da Tarde.
É isso ai galera, após a Exploração que fizemos ao MAM (Museu de Arte Moderna) demos 1 semana para os jovens pensarem nas propostas de projetos a serem desenvolvidos futuramente. Na semana seguinte, decidimos realizar uma exploração diferente, fomos ao Parque da Juventude.
A intenção era pra conhecermos o espaço, se divertir e descontrair um pouco a atenção que estávamos vivendo pra Escrever os Projetos.Muitos jovens não foram pro parque por conta de outros compromissos, mas os/as que foram curtiram e acharam: "Um espaço muito grande, mas com pouco coisa pra fazer...".
De fato, esta foi uma observação de grande parte do grupo, mas mesmo assim pudemos usufluir do Espaço, que antes era uma PRISÃO.
Abaixo, segue algumas fotos deste dia que estava muito FRIO.
JOVENS URBANOS ASSINANDO A LISTA E OBSERVANDO O PARQUE DA JUVENTUDE.
SÓ NO BASQUETE...
"...A GENTE QUER COMIDA, DIVERSÃO E ARTE."
JUVENTUDE UNIDA NO PARQUE DA JUVENTUDE.
Vander Clementino Guedes. Educador da Turma da Tarde.
Pois é galera, quem disse que a turma da tarde não conseguiria ir ao MAM??? Nós fomos e foi bem legal.
EM FRENTE AO MAM E DO GRAFFITI DOS OS'GEMEOS.
Como o CENPEC já tinha organizado a exploração com algumas turmas do J.U. (Jovens Urbanos), nós da Plugados na Educação ficamos com "ciumes" da galera, rsrsrsrsrsrsrsrsrs... resolvemos então entrar em contato com o MAM pra realizar uma Exploração no espaço sem pagar nada, ainda bem que conseguimos. É óbvio que com a Parceria do MAM, do CENPEC com o PJU facilitou muitas coisas, mas isso não vem ao acaso.
CONVERSANDO COM A EDUCADORA DO MAM.
Sobre a Exploração foi muito bacana, antes de irmos pro MAM conversamos um pouco sobre a NOSSA CIDADE; a cidade que vemos (OLHAR), vivemos (ACONTECE...) e a cidade que queremos (FUTURO). De imediato a galera falou que gostaria que a cidade fosse mais "conservada, cuidada e respeita por todos/as nós.", no momento em que vivemos na cidade, alguns jovens falaram sobre a violência, o descaso público, a política e principalmente a violência policial nas periferias. Como a Exposição do MAM falava direta ou indiretamente sobre o assunto: "A CIDADE DO HOMEM NU" relacionamos com o que vivemos no nosso dia a dia e observamos como o arquiteto e autor da exposição: Flávio de Resende Carvalho dialoga, através da arte, as suas experiências, vontades, medos, sonhos de uma cidade pensada pro futuro.
Nossa exploração foi monitorada por uma das educadoras do MAM que agora não me recordo do nome. A educadora pediu para os jovens observarem as obras e relacioná-las com algumas tarjetas que foram entregues para 5 grupos. Cada tarjeta continha uma palavra chave pra trabalhar em cima das obras expostas, este momento foi complicado pois alguns grupos se recusaram em fazer a atividade alegando o cansaço e também o tempo. Mesmo assim alguns grupos fizeram a atividade e outros não.
Depois de fazermos este trabalho de reconhecimento da exposição com a nossa realidade, realizamos outra atividade agora pra exercer a "nossa criatividade futurista". A educadora nos convido pra fazer uma espécie de: Estampa do Futuro. Cada grupo tinha que desenvolver um desenho pra ser estampado em um vestido de noiva, neste momento foram feitas coisas bem interessantes...
GRUPO 1 DESENHANDO A ROUPA DO FUTURO.
GRUPO 2 RABISCANDO A MODA DO FUTURO.
OUTRO GRUPO CRIANDO A ROUPA ULTRA MODERNA.
A JOVEM BIANCA, A MODELO DO FUTURO!!!
E assim foi a nossa Exploração ao MAM: divertida, alegre, cansativa, complicada mas muito interessante.
VanderClementino Guedes. Educador da Turma da Tarde dos Jovens Urbanos. ONG Plugados na Educação.
No dia 20 de maio, a turma dos J.U. da Casa dos Meninos nos fizeram uma visita bem bacana em nossa ONG.
Dentro da atividade que eu (Vander) e o Fernando (Casa dos Meninos) montamos, pensamos bastante pra realizar um encontro marcante com um toque especial pras duas turmas, já que ambas não se conheciam.
NO INÍCIO DO ENCONTRO.
De início, pedimos para os jovens se apresentarem falando seus nomes e a idade. Após esta rápida apresentação pedimos para os jovens amarrarem seus cadarços formando assim duplas. Este foi um momento bem bacana, pois misturamos bastante pra não haver as fomasas "Panelinhas".
DE PÉS AMARRADOS...
Após amarrar os cadarços e sandalhas dos/as jovens, pedimos pra que todos/as se levantassem e ficassem de frente em suas duplas, apenas um grupo ficou com três jovens. Eles/as fecharam os olhos e começamos a fazer algumas perguntas:
Qual foi o gosto amargo durante todo o programa?
Qual lembrança você tem de um momento complicado que viveu com o grupo?
Você sentiu medo? Como você superou este problema?
E assim foram surgindo as perguntas, no mesmo instante eu e o Fernando íamos passando na boca dos jovens uma pitada de sal, pra representar um gosto AMARGO. Depois deste momento "DEPRÊ", pedimos para os jovens escreverem nas tarjetas frases que representasse as suas dificuldade.
Ao término da escrita, conversamos com os/as jovens sobre o que eles/as sentiram em estar amarrados com pessoas "diferentes", se tiveram dificuldades e quais foram, dentre as respostas eles falaram:
"O mais complicado foi ficar amarrado e ter que andar...", "Nossa, muito estranho ficar amarrado comquem a gente não conhece.", "Pra mim nã fez diferença não, eu já conhecia a pessoa com quem estava amarrado mesmo, rsrsrsrsrs".
Em seguida tomamos um café compartilhado com suco de maracujá e bolachinhas. Com a frase já escritas, entregamos pra galera bexigas coloridas onde a proposta era pra colocar as frases dentro das bexigas e enchê-las.
ENCHENDO AS BEXIGAS.
Depois de enchidas as bexigas, estava na hora de jogar pro ar ao som de "COMIDA" da banda de rock Titãs.
"ESSA É A HORA MAIS FELIZ."
Após jogar as bexigas pro ar os/as jovens estouraram e pegaram os papéis que estava dentro. Em seguida sentamos e cada jovem começou a falar sobre a dificuldade que estava escrito e perguntamos pra eles/as:
Você acha este gosto amargo Ruim?
Como você poderia mudar este gosto então?
A respostas foram bem bacanas como:
"Pra mim, o gosto amargo descrito aqui tipo: Ahhh, não tive a bolsa... Bom, pra mim não é tão amargo pois se a pessoa não recebeu a bolsa é por que ela deve ter faltado", "Este amargo é complicado, tipo: Ir pra algum lugar que não gosto, mas, pra minha pessoa, é importante conhecermos o desconhecido e depois criticar" e assim foi indo a discussão.
Com o avançar do tempo a conversa fluiu tanto que nem demos conta dele. Mas, antes de terminar o encontro entregamos para cada jovem um BOMBOM pra simbolizar que nem tudo é tão amargo assim, e que às vezes é preciso sentir este gosto meio que "AMARGO" pra darmos mais valor e significado pras nossas ações e depois saborear o gosto bom, o gosto doce da vida.
Uma coisa que nos deixou bem empolgados foi a fala de um jovem da Casa dos Meninos que disse o seguinte:
"Deveríamos ter mais tempo pra realizar encontros como estes. Pude perceber que muitas coisas nós fazemos praticamente igualzinhas, só muda o educador rsrsrsrsrsrs... E a troca de experiências pra nós é muito bom, muito loko."
É isso, abracios, fui.
PROGRAMA JOVENS URBANOS: CASA DOS MENINOS E PLUGADOS NA EDUCAÇÃO.
Vander Clementino Guedes. Educador da Turma da Tarde dos Jovens Urbanos. ONG Plugados na Educação.
Olá galera, depois de ficar muito tempo sem registrar as atividades no Blog, tentarei ser o mais breve possível pra que todos/as entendam os caminhos e percurssos que realizamos até hoje.
Depois de falarmos muito sobre o Preconceito que existe na sociedade e como a utilização da Arte pode amenizar alguns tipos de discriminalização dentre a Sociedade e principalmente na Juventude, os jovens realizaram a 2ª Instalação, relembrando e pesquisando sobre a vida e as ações que algumas pessoas fizeram pela Humanidade.
Abaixo, segue algumas fotos desta atividade muito bacana.
INSTALAÇÃO DO CHICO MENDES.
INSTALAÇÃO DO CHE GUEVARA.
INSTALAÇÃO DO MARTIM LUTHER KING. (DETALHE - JOVEM REPRESENTANDO O GRANDE LÍDER.)
INSTALAÇÃO DO MAHATMAGANDHI.
NOSSA TURMA.
Segundo alguns relatos dos jovens:
"Foi muito bacana fazer esta 2ª Instalação, ficamos mais preocupados pra fazer a pesquisa e também fazer um lance bacana." Warley;
"Eu gostei muito de fazer sobre a vida do Chico Mendes, é bacana saber que ele se doou pra salvar o povoado dos seringueiros e infelizmente perdeu a vida por lutar pelo povo" Noemi;
"Desta vez fizemos uma atividade que deu muito trabalho, muito mesmo. Mas foi muito da hora ver o resultado"Danilo Moura.
E assim foi nossa atividade da 2ª Instalação.
Vander Clementino Guedes. Educador dos Jovens Urbanos - Tarde. ONG Plugados na Educação.
Após um longo e tenebroso inverno, voltamos a atualizar nosso blog...esse foi um período lotado de mudanças no grupo. Vamos por partes.
A maioria das fotos de todo esse período já está em nosso picasa!
FINAL DAS EXPERIMENTAÇÕES.
Em abril aconteceu mais uma visita técnica do CENPEC, que acabou servindo também para nossa equipe avaliar como estavam indo as práticas dos jovens pela cidade. De modo geral, houve uma satisfação geral com os grupos de Teatro, Academia de Ciência, Fotografia e Grafite. As queixas maiores concentraram-se no grupo que experimentou a Estamparia (vale lembrar que era o maior grupo e também que parte dele não conseguiu se organizar para as idas ao centro) e a proposta do Tíde Setúbal (aqui avaliamos que o fato de alguns jovens terem ido para lá sem ter sido sequer segunda opção pesou).
Nesse ínterim, notamos que alguns jovens criaram uma ligação ainda maior com o Programa; por outro lado rolaram alguns distanciamentos. Penso que as experimentações de alguma forma colaboraram em ambos os processos, visto que foi um momento de chamada para maiores responsabilidades e possibilidades(que às vezes assustam!).
MUNDO DO TRABALHO.
Nesse período nosso grupo aprofundou a temática do Mundo do Trabalho. Rolou uma feliz simbiose entre as discussões no CENPEC e as oficinas do JADE (Ação Educativa). Desse modo, alguns momentos foram marcantes.
A palestra do pessoal do Formare ocorreu bem perto da apresentação do Pombas Urbanas. Aproveitamos a diversidades dos “discursos” apresentados para problematizar com o grupo alguns tabus em relação à temática. É necessário ter inglês para arrumar um “bom emprego”? Qual a roupa ideal para ser “bem sucedido em uma entrevista”? Existe oportunidade para todos no mercado?
Essa reflexão foi “encerrada” mais a frente com o encontro promovido pela Ashoka no CEU Lajeado. Embora a presença dos jovens tenha sido decepcionante, os momentos de trabalho em grupo foram bem avaliados.
Essas indagações, aliadas a dinâmicas e vídeos levou o grupo a se repensar dentro desse mundo. Por coincidência, logo após esse período, uma de nossas jovens mais participativas teve que deixar o Programa para trabalhar como telemarketing: era o peso da realidade dessa juventude bem a frente de nossos olhos...valeu, Nat!
NOVOS CANTOS, NOVOS JEITOS...
Dentro dessa idéia de “se achar” na cidade, propomos algumas maluquices ao grupo. A primeira delas foi dividir a turma e mandá-los para alguns pontos da cidade, segundo alguns territórios do Programa.
Foram exploradas a Estação Ciência, a Câmara Municipal, a USP e a região do HC. A avaliação foi muito bacana. A fala mais forte foi a de aprender o caminho: já que o educador não estava, não tinha como desta vez não reparar no trajeto, não prestar atenção para onde ia...e isso causou orgulho e medo ao mesmo tempo...rs..
Outros reclamaram do local escolhido, dizendo que as pessoas eram estranhas (USP) ou que não podiam bater foto (INCOR). Então discutimos a questão da “vocação” de cada local, de sua história e das outras cidades que existem dentro da cidade. São Paulo não acaba em São Paulo. Nessa mesma época, fizemos uma exploração mais dirigida ao Centro Cultural Banco do Brasil. O resultado do trabalho do grupo já foram postados anteriormente.
Uma temática que apareceu a partir de explorações foi a dos Direitos. Inspirados em parte pelo filme “A vida de David Gale” e “Zuzu Angel”, visitamos o Memorial da Resistência, que causou até certa emoção em alguns jovens (de quebra, conhecemos um pouco da obra de Andy Wahrol, que estava em exposição no mesmo prédio!).
A reflexão posterior passou pelo ECA e pela simulação de um julgamento de crimes polêmicos. Foram semanas produtivas e intensas, ainda que com a ausência (às vezes desanimadora) de parte dos jovens.
O Direito à Educação, inclusive, era um dos pontos que apareceram nas exposições do Memorial da América Latina. Nossa passagem por lá rendeu discussões forte sobre religião e preconceitos(os símbolos de alguns países incomodaram alguns jovens de origem evangélica, e a conversa com isso foi longa...)
PENSANDO EM PROJETOS
Iniciamos um aprofundamento na questão dos projetos dos jovens e nos caminhos para chegarmos até eles. Levamos alguns exemplos mais gerais (VAI, PROAC, Pontos de cultura) e fomos recortando cada pedaço, dialogando com cada turma para adequarmos as idéias e viagens aos parâmetros pedidos.
Dentro disso, as explorações tiveram seu papel. A visita ao Centro Cultural Vergueiro nos ajudou a re-pensar o uso de espaços públicos e de como uma série de linguagens agem simultaneamente ali. De fato, o grupo se encantou com a estrutura do CCSP, principalmente com as bibliotecas e com o trabalho com os deficientes visuais.
A obra de Flávio de Carvalho no MAM nos fez retomar algumas discussões a respeito de projetos de cidade. Chegamos a criar cidades imaginárias e a pensar como seria a cidade sem alguns elementos tão “nossos”, como trânsito e cimento...a visita só não foi mais produtiva em virtude da dificuldade de alguns jovens de compreender a necessidade de atenção à monitoria sempre nota 10 do MAM....
Esse olhar foi concluído com chave de ouro. Atravessamos a cidade para conhecer o Centro Cultural da Juventude. Fomos muitíssimos bem recebidos pela Fernanda, que nos apresentou cada canto abriu uma discussão sobre linguagens e projetos jovens. De quebra, ganhamos um material de primeira, que inclui cd’s musicais e um guia de projetos.
Já no Centro Cultural Arte em Construção, na Cidade Tiradentes, conhecemos melhor a trajetória do grupo Pombas Urbanas e sua atuação exemplar com uma gama de projetos. De fato, colocar o pé no chão do grupo torna a visão de suas peças bem mais lúcida. Deu até um certo orgulho nos jovens perceber que aqui pertinho de Guaianases existem iniciativas ta sólidas e inspiradoras...
Agora é bola pra frente porque é hora de entregar os projetos e enfrentar as bancas!